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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Investigador da Universidade do Algarve distinguido com prémio Erwin Schrödinger 2008


O Prof. Matthias Futschik, do Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural (CBME) da UAlg, recebeu, no passado dia 11 de Setembro, em Berlim, o prémio Erwin Schrödinger 2008.

A Helmholtz Association of German Research Centres, uma das maiores sociedades científicas da Europa, reconheceu assim o mérito do trabalho desenvolvido pela equipa de investigadores da qual o alemão Matthias Futschik faz parte, que culminou na criação de um modelo único, capaz de mostrar, pela primeira vez, como interagem milhares de proteínas humanas.

Um dos investigadores do grupo que conseguiu desenhar o primeiro mapa da interacção de proteínas em humanos, e que desde o início de Setembro está a desenvolver a sua investigação na UAlg, foi distinguido na passada semana, a 11 de Setembro, com o prémio Erwin Schrödinger 2008. A cerimónia decorreu em Berlim, na Alemanha, durante a assembleia-geral da Helmholtz Association of German Research Centres, entidade que atribui anualmente este prémio e que integra 15 centros de investigação, constituindo-se como a maior organização científica da Alemanha.

A equipa do Prof. Matthias Futshik, liderada pelo Prof. Erich E. Wanker, do Max Delbrück Center for Molecular Medicine, sediado em Berlim, foi distinguida por ter desenvolvido, pela primeira vez em humanos, um mapa das interacções entre proteínas, projecto que abre novas possibilidades no que toca ao tratamento de, por exemplo, doenças neurológicas.

O grupo de investigadores, no qual se inclui o alemão Matthias Futschik, estudou a interacção entre as proteínas que compõem o corpo humano, realizando mais de 25 milhões de experiências individuais, com o objectivo de perceber se proteínas específicas interagem entre si. Foi desta forma que a equipa criou um mapa que mostra 3200 interacções entre 1700 proteínas humanas. Os investigadores foram ainda capazes de identificar 195 proteínas e respectivos parceiros, associando estas relações a diferentes patologias.

De acordo com Matthias Futschik – contratado pela UAlg ao abrigo do programa Ciência 2007 e que nos próximos 5 anos vai desenvolver o seu trabalho no CBME, centro de investigação da UAlg integrado no laboratório associado Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB) –, o estudo da interacção entre proteínas permite conhecer melhor os mecanismos de algumas doenças, o que é essencial para desenvolver novos fármacos.

Do ponto de vista do investigador, este primeiro mapa "abre novas possibilidades na busca da cura para doenças como Parkinson, Alzheimer, ou a doença de Huntington, mais rara, mas que nos suscita particular interesse, uma vez que é causada pela mutação de um único gene".

O objectivo do trabalho que Futschik tem realizado em torno da doença de Huntington é tentar “desenvolver caminhos que indirectamente possam curar a doença", sendo que a estratégia passa por influenciar indirectamente uma proteína através de outras proteínas "suas parceiras", conclui.

Mais informação disponível no site oficial da Helmholtz Association of German Research Centres, em http://www.helmholtz.de/


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