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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Portugal está na linha da frente no acolhimento de cidadãos estrangeiros




As Nações Unidas consideram que Portugal está actualmente na vanguarda no acolhimento de imigrantes. É dos países, que cediam sobretudo mão-de-obra ao estrangeiro, que melhor se soube adaptar à transformação ocorrida nos últimos anos, tornando-se em pátria de acolhimento.

No relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano, publicado este ano, a ONU dá destaque às migrações e, entre estes elogios, aponta também para um claro aumento no número de imigrantes que virão trabalhar para Portugal.

Em 2005, eram mais de 763 mil. No próximo ano de 2010 Portugal vai ter quase 920 mil imigrantes. A estimativa é das Nações Unidas que elogia a forma como Portugal acolhe os cidadãos estrangeiros.

Em contrapartida, como destino, três em cada cinco portugueses que saem do país escolhem emigrar para a Europa, sendo a América do Norte, o segundo destino mais procurado pelos emigrantes portugueses.

O Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas revela ainda que em todo o mundo, a maioria dos migrantes desloca-se dentro das próprias fronteiras. Há quase quatro vezes mais pessoas a mudarem-se dentro do próprio país do que para o estrangeiro.

Os mais pobres têm mais riscos, mas também mais benefícios na migração. Entre os benefícios, os rendimentos aumentam em média, 15 vezes mais, a mortalidade infantil cai para valores 16 vezes mais baixos. Entre os riscos, contam-se as despesas financeiras, o risco de exploração, abuso e encarceramento sobretudo dos imigrantes clandestinos.

Para melhorar as condições dos migrantes, a ONU apresenta um pacote de seis reformas: abrir os canais para mais trabalhadores, sobretudo os menos qualificados; garantir serviços básicos como a educação e os serviços médicos; baixar as despesas da migração; facilitar a migração interna; encontrar soluções benéficas para os migrantes e as comunidades de destino e por último, fazer da migração uma área estratégica.

O relatório anual das Nações Unidas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano avalia o bem estar das pessoas e este ano Portugal caiu um lugar no ranking ocupando agora a posição
n.º 34, mas surge incluído no grupo de países com o índice de desenvolvimento mais elevado.


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